Pelas palavras...

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Não importa a visão da cidade/ E sua face atormentada dando voltas no quarteirão/ Nossos olhos erguidos além do concreto/ Vêem as copas das árvores e não espantam pássaros/ Também aprendemos a pousar na linha esticada/ Para ver o sol nascer.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Cristalino

Um lugar, um caminho, percurso onde tudo faz mais sentido
eu encontro assim
aqui
deitado de olhos fechados
e a paisagem se reflete ali fora, como um retroprojetor
a realidade surge
nem sempre é a paisagem em si
mas ela vem de alguma forma que eu posso sentir
então a reconheço
e me sinto em casa
seguro para seguir adiante, sem ser coadjuvante de mim

Perto do sol que há em cada um


Há tantos e tantos cômodos vazios
tantas coisas arrumadas e limpas dentro de casa
tiramos a poeira para que a poeira sente sob os móveis de novo
é assim quando os dias são iguais...
Mas, eis que há um propósito maior em cada pequeno gesto
aquela porta que abrimos
não é somente para o sol entrar
aquele olhar lançado para o céu
procura num visgo de luz estremecida o calor a quem dedica sua admiração
nada é somente para estar ali
tudo se traduz nos corações preenchendo-se lentamente
enquanto plantam suas sementes pelos campos de uma nova estação

...Família, Amor maior que o mundo!


Anjos... São eles, os únicos que nos enxergam através dos olhos de quem ja partiu!
Minha família, meu mundo raro e insubstituível.

Simplicidade


Concentre-mo-nos nas coisas mais importantes...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pólen!



Algo em ti se revela tão amplo que me toca, mesmo de longe

Vem, que a lua já banhou as flores e todas as cores esperam os teus olhos para abri-las

Porque tu és orvalho e eu sou o campo onde podes repousar

Eu te guio e te levo no meio da relva, apenas nós dois

Colhendo os momentos mais esperados

Tenho um cesto de vime, onde podemos colocar nossos sonhos e prová-los um a um

A poesia exala em meus poros...não posso nem quero evitar

Minha inspiração encontrou o pólen perfumado da tua alma

E agora, o sol se refaz nas manhãs como um sinal

Pra eu sentir tuas pétalas...

Pleroma


O segredo é o ponto onde quer se chegar

Mas o segredo é e está

Pleroma

Bastam alguns segundos no quarto escuro

Para que nossos olhos se acostumem

E, por mais que não haja luz

Nós podemos ver as definições da matéria

Com a clareza

Vinda da presença interior de uma consciência única

Em contato constante

Com o fundo linear de todas as coisas

Quando estiveres numa metrópole

Por uma rua cheia de pessoas, cheia de pressa

Pare, olhe, escute...

Preste atenção no que é e está

O ontem, hoje e o futuro são a essência completa

Se há falhas no tempo é porque não contastes todos momentos

Há um certo ponto em nós, humanos

Em que as esquinas nos levam

Além de onde sempre vamos...