Pelas palavras...

Minha foto
Não importa a visão da cidade E sua face atormentada dando voltas no quarteirão Nossos olhos erguidos além do concreto Vêem as copas das árvores e não espantam pássaros Também aprendemos a pousar na linha esticada Para ver o sol nascer.

The Art of Renoir

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A nossa paz!


Quer saber...

É o amor

Os anjos silenciam seus ruflos

Planam suaves rente ao chão

Movendo as folhas

Eu aqui sem asas abro o meu coração

E de dentro dele você me olha

Aninhada

Minha vida

Mimi!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os favos dos dias únicos


Decifrando parábolas

o homem anda em circulos

e cava ao redor do seu umbigo

a sua própria incompreensão

Olhando os favos nos caxilhos

o menino recolhe os dedos

e lambe o mel que escorre nas mãos

o que lhe importa é que as flores abriram

e as abelhas alimentam de calmos zumbidos o seu coração

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os frutos maduros do céu


Mesmo que eu andasse todos os caminhos

e o pôr do sol me acompanhasse a esmo todas as tardes

sem você não haveriam caminhos possíveis

e todo dia seria sempre muito tarde

pra tudo o que eu sempre sonhei

Mas agora eu sei...

Porque posso olhar bem dentro do sol

e ver ele sumindo

enquanto você está comigo e não deixa a luz partir


As tuas mãos me trazem o calor que eu preciso

o teu olhar clareia o meu sorriso

sou o teu coração e você é o meu

o nosso amor é um ninho onde repousam os pássaros eternos

e onde viverão para sempre

com a alma em paz

unidos em tudo, colhendo frutos maduros no céu

e depositando nossas sementes que germinam no ventre da inocência

a essência de um novo ser


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sagrados olhos


A vida tem uma melodia que se alcança em silêncio, essa essência que não requer outra explicação a não ser existir e ser tudo!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

-Meu livro de poemas disponível para download-


Olá amigos!

A partir de hoje estou disponibilizando meu livro de poemas "Litoral" para download, através do site http://www.scribd.com/

Basta acessar o link e cadastrar-se com um e-mail e nome, aqui abaixo está o link que consta o livro:


Em, no máximo 2 minutos você terá o livro para ler em casa no seu pc sem qualquer custo, num formato bem prático, com capa e todos os detalhes completos. São 96 páginas recheadas de lirismo, mergulhos em visões filosóficas e sentimentos. Pode escolher entre 3 formatos, sendo PDF ( aconselho a quem tem o programa Adobe acrobat PDF baixar neste formato, pois fica muito fiel ao livro real ), Word ou Documento de texto.


Obrigado pela atenção!

E desejo a todos que conferirem meu trabalho uma boa leitura!

Dúvidas ou sugestões entrem em contato por comentário, ou por e-mail : marcopoema@yahoo.com.br


Abraços!

Amargo - Música de Jayme caetano Braun

Imagem: site Rainhas do lar

Velha infusão gauchesca
De topete levantado
O porongo requeimado
Que te serve de vazilha
Tem o feitio da coxilha
Por onde o guasca domina
E esse gosto de resina
Que não é amargo nem doce
É o beijo que desgarrou-se
Dos lábios de alguma china!


A velha bomba prateada
Que atrás do cerro desponta
Como uma lança de ponta
Encravada no repecho
Assim jogada ao desleixo
Até parece que espera
O retorno de algum cuera
Esparramado do bando
Que decerto anda peleando
Nalgum rincão de tapera!

Velho mate-chimarrão
As vezes quando te chupo
Eu sinto que me engarupo
Bem sobre a anca da história
E repassando a memória
Vejo tropilhas de um pêlo
Selvagens em atropelo
Entreverados na orgia
Dos passes de bruxaria
Quando o feiticeiro inculto
Rezava o primeiro culto
Da pampeana liturgia!

Nessa lagoa parada
Cheia de paus e de espuma

Vão cruzando uma, por uma
Antepassadas visões
Fandangos e marcações
Entreveros e bochinchos
Clarinadas e relinchos
Por descampados e grotas
E quando tu te alvorotas
No teu ronco anunciador
Escuto ao longe o rumor
De uma cordeona floreando
E o vento norte assobiando
Nos flecos do tirador!


Sangue verde do meu pago
Quando o teu gosto me invade
Eu sinto necessidade
De ver céu e campo aberto
É algum mistério por certo
Que arrebentando maneias
Te faz corcovear nas veias
Como se o sangue encarnado
Verde tivesse voltado
Do curador das peleias!


Gaudéria essência charrua
Do Rio Grande primitivo
Chupo mais um, pra o estrivo
E campo a fora me largo
Levando o teu gosto amargo
Gravado em todo o meu ser
E um dia quando morrer
Deus me conceda esta graça
De expirar entre a fumaça
Do meu chimarrão querido
Porque então irei ungido
Com água benta da raça!!!